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Não se vacinar é razão da ocorrência de febre amarela

Não se vacinar é a principal razão da ocorrência de casos de febre amarela

Apesar da elevação da cobertura vacinal, ainda há mais de 3,6 milhões de pessoas que não se vacinaram em Minas Gerais

 

Diante da confirmação de 11 casos de febre amarela em Minas Gerais, no período de julho de 2017 até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) intensifica as ações de controle da doença nas regiões com os casos confirmados e orienta à toda população do estado sobre a importância da vacinação e pede atenção especial do público masculino, que se vacine.

Entre as ações definidas para controlar a febre amarela nas áreas rurais e manter a incidência zero de febre amarela urbana, destacam-se as campanhas educativas sobre a necessidade de vacinação, ampliação dos horários de vacinação nas unidades de saúde, a vacinação casa a casa na zona rural dos municípios com casos confirmados ou com epizootias (morte de primatas) confirmadas para a febre amarela e o aumento no número de equipes de saúde nas regiões e também parceria entre as áreas de Atenção Primária e Vigilância em Saúde.

Segundo a diretora de Políticas de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Mayla Magalhães, essa parceria tem possibilitado a identificação das pessoas não vacinadas, checagem do cartão e atualização da vacina.

“Especificamente neste momento de enfrentamento da febre amarela, essas áreas disponibilizam o diagnóstico situacional que permite a localização da população que ainda não está vacinada. Os agentes comunitários de saúde têm papel importante na criação do vínculo e nas relações de confiança com a população, pois fazem parte da comunidade e estão diariamente na rotina do município”, diz.

Ainda de acordo com a diretora, “os agentes comunitários de saúde realizam visitas domiciliares, fazendo o acompanhamento dos cartões de vacina e prestando orientações à população, no intuito de mobilizá-las para as ações de prevenção e controle da doença.  As informações coletadas durante as visitas domiciliares possibilitam, também, que as equipes de Atenção Primária planejem suas ações e adotem as medidas efetivas no enfrentamento à febre amarela”, explica Mayla.

Essas e todas as outras ações desempenhadas pelo Estado desde a primeira notificação da doença, em janeiro de 2017, contribuíram para que Minas Gerais alcançasse a atual cobertura vacinal de 81%, índice superior ao registrado no mesmo período de 2016, que era de 47%.

Esse aumento coopera diretamente para o controle da ocorrência da doença, mas o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, ressalta que mesmo com essa cobertura, ainda há mais de 3,6 milhões de pessoas não vacinadas no estado. 

“Temos um grande trabalho pela frente para alcançarmos a cobertura ideal de 95% de pessoas vacinadas. As estatísticas apontam uma cobertura menor entre indivíduos do sexo masculino, entre 15 e 59 anos. Apesar de todos os esforços realizados ao longo de 2017, ainda temos o desafio de aumentar essa cobertura em nosso estado, pois o vazio vacinal é o principal responsável pela ocorrência de casos. É extremamente necessário intensificar a vacinação em todos os municípios, principalmente nas áreas rurais”, afirma.

 

Imunização

Atualmente o estado está abastecido com mais de um milhão de doses da vacina, que já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A vacina é indicada para crianças a partir de 9 meses e jovens e adultos com até 59 anos de idade.  

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas Gerais está em torno de 81%, contudo a meta é alcançar a cobertura de 95%. Ainda há uma estimativa de 3.615.129 não vacinados, principalmente na faixa-etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pelo surto em 2017.

As regionais com menor taxa de vacinação são Pouso Alegre, no Sul de Minas (66,6%), São João del-Rei, no Centro Sul (69,1%) e Ponte Nova, no Leste (71%). Além disso, há 342 municípios mineiros que não atingiram a meta vacinal.

Alguns destes estão com a cobertura abaixo dos 40%, como Bias Fortes (regional de Juiz de Fora) com 34,5%; Aiuruoca (regional de Varginha) com 35,8%, Santana do Jacaré (regional de Divinópolis) com 36,8, Pocrane (regional de Manhumirim) com 37,3% e Formoso (regional de Unaí) com 39,9%.

Clique aqui e confira a cobertura vacinal de outros municípios.

 

Casos em Minas

De junho de 2017 até o momento, foram confirmados 11 casos da doença no estado (Brumadinho, Nova Lima, Carmo da Mata, Mar de Espanha, Barra Longa e Mariana). Destes casos, 9 evoluíram para óbito. Cerca de 90% das mortes ocorreram em pessoas do sexo masculino, com idade entre 33 a 51 anos.

Saiba mais sobre a doença em: www.saude.mg.gov.br/febreamarela

 

Outras ações

O Governo de Minas Gerais apoia aos municípios na investigação dos casos e nas ações de mobilização da população; no controle e intensificação da vacinação, com priorização das populações de áreas rurais e silvestres, e a notificação e investigação, em até 24h, de todos os casos humanos suspeitos notificados.

No dia 5 de janeiro foi realizado uma reunião entre o governador Fernando Pimentel e os secretários estaduais da Saúde, Sávio Souza Cruz, do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, e de Governo, Odair Cunha, para definir as ações de enfrentamento, controle e prevenção à febre amarela no Estado.

Na ocasião ficou acordado a liberação de recursos para a vigilância nas áreas com casos humanos confirmados de febre amarela e a ampliação de campanhas educativas sobre a necessidade da vacinação. O Estado também solicitou ao Governo Federal o repasse de recursos financeiros e um novo estoque de doses da vacina. Saiba mais aqui.

Confira também a Linha do Tempo que resgata todas as ações da SES-MG para o enfrentamento, controle e prevenção da Febre Amarela em:  http://blog.saude.mg.gov.br/2018/01/09/linhadotempo-acoes-da-ses-mg-para-controle-enfrentamento-e-prevencao-da-febre-amarela/
 

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