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Estado leva nova opção de renda para agricultoras familiares

 Estado leva nova opção de renda para agricultoras familiares do Vale do Rio Doce

A aposta, por meio da Emater-MG, está na diversificação de atividades no campo. Em Água Boa, por exemplo, parcerias levaram curso de corte e costura para a comunidade

 

A diversificação de atividades no campo tem sido importante para os agricultores aumentarem a renda familiar e melhorar a qualidade de vida. E nem sempre essa atividade precisa ser exclusivamente agrícola. 

É o que vem provando um projeto do Governo do Estado, executado por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) que, com parceiros, montou um curso de corte e costura para agricultoras familiares de Água Boa, no Vale do Rio Doce. As participantes gostaram tanto da experiência que agora pretendem montar uma fábrica de roupas.

A iniciativa foi possível a partir das parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Ação Social e sindicato rural. O curso teve a duração de uma semana.

A Emater-MG foi a responsável pela organização e mobilização das agricultoras, além de firmar as parcerias. Segundo a extensionista da empresa, Mariza Borges, a demanda partiu das próprias produtoras que buscam uma opção para complementar a renda familiar.

O curso, gratuito, foi voltado para a confecção de peças íntimas. “Além da produção das peças do vestuário, a capacitação coletiva permitiu a aprendizagem sobre planejamento e organização”, diz Mariza Borges.

As máquinas de costura e os materiais foram cedidos pelo Senai. Já o Senar providenciou um instrutor para a capacitação.

 

Mais renda

Cleonice Martins foi uma das participantes do curso. Na propriedade dela, a principal cultura é o café, mas, por lá, também se produz hortaliças, milho e feijão. Ela conta que o curso ofereceu uma oportunidade a mais de renda. “A oficina foi excelente. Aprendemos muito e ficamos animadas, pois vamos poder ajudar na renda familiar”, afirmou.

Agora as agricultoras já pensam em montar o próprio negócio. A proposta é criar uma minifábrica de peças íntimas. Elas já possuem o terreno e pensam em utilizar os recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Para isso, as agricultoras pretendem criar uma associação.

“Elas estão amadurecendo a ideia para formar uma associação e um grupo formal de costureiras e no futuro montar uma confecção, onde elas possam ter uma ocupação e uma complementação de renda para manutenção da família”, conta Mariza Borges. 

Para este ano, segundo a extensionista, estão previstos mais dois cursos de corte e costura no município.

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